O presidente do Consórcio Público para Defesa e Revitalização do Rio Doce (CORIDOCE) e prefeito de Mariana, Juliano Duarte, participou, na segunda-feira (19), em Governador Valadares, da solenidade promovida pelo Governo Federal para a assinatura dos contratos do Edital Rio Doce Participativo e Comunitário. A iniciativa integra as ações de reparação dos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão e prevê recursos para projetos apresentados pelas próprias comunidades.
Mariana foi o município com o maior número de propostas aprovadas no edital, com 152 projetos contemplados e mais de R$ 42 milhões em investimentos previstos. As iniciativas abrangem ações voltadas ao fortalecimento da economia local, à geração de renda, à valorização das atividades comunitárias e à recuperação dos modos de vida das famílias atingidas.
Para Juliano Duarte, a aprovação representa um avanço importante para o município e para as comunidades que aguardam medidas efetivas de reparação há quase 11 anos. O prefeito tem acompanhado as discussões relacionadas ao Novo Acordo do Rio Doce e defendido que os recursos destinados à reparação se convertam em benefícios concretos para a população.
À frente do CORIDOCE, Juliano também atua na articulação dos municípios atingidos junto aos governos Federal e Estadual e às instituições envolvidas no processo. O consórcio reúne 52 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo e trabalha na defesa de interesses comuns da Bacia do Rio Doce, buscando ampliar investimentos, assegurar direitos e fortalecer a participação das administrações municipais nas decisões relacionadas à reparação.
A atuação conjunta é considerada estratégica diante dos impactos que ultrapassam os limites territoriais de cada cidade. A agenda do consórcio envolve temas como recuperação socioambiental, desenvolvimento econômico, saúde, educação, saneamento e infraestrutura, além do acompanhamento das medidas previstas no Novo Acordo do Rio Doce.
Sob a presidência de Juliano Duarte, o CORIDOCE também tem defendido que as ações de reparação considerem as particularidades de cada território. O rompimento da barragem de Fundão provocou impactos distintos nos municípios atingidos, afetando atividades produtivas, fontes de renda, relações comunitárias e a qualidade de vida de milhares de famílias.
Outro avanço destacado pelo consórcio foi a adesão de novos municípios ao Novo Acordo do Rio Doce, após negociações conduzidas no âmbito do Tribunal Regional Federal da 6ª Região, a partir de solicitação do CORIDOCE. A medida ampliou a participação das cidades nas ações de reparação e as possibilidades de acesso aos recursos previstos no acordo.
Sobre o edital
O Edital Rio Doce Participativo e Comunitário integra as ações de reparação previstas no Novo Acordo do Rio Doce e conta com recursos do Fundo de Participação Social. A iniciativa é conduzida pelo Governo Federal, em parceria com o Banco do Brasil e a Fundação Banco do Brasil, e busca apoiar projetos apresentados por associações, cooperativas e organizações comunitárias.
Ao todo, foram aprovados 1.464 projetos em 49 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo, com investimentos previstos de R$ 433,8 milhões. As propostas contemplam áreas como economia popular e solidária, recuperação dos modos de vida, fortalecimento comunitário, sustentabilidade e valorização dos povos e das comunidades tradicionais.
O edital busca fortalecer a participação social no processo de reparação da Bacia do Rio Doce, destinando recursos a iniciativas construídas a partir das necessidades e prioridades das próprias comunidades atingidas.
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