Associação destaca importância da modernização do sistema, mas cobra planejamento, segurança operacional e diálogo com os municípios mineiros.
A Associação Mineira de Municípios (AMM) divulgou nota oficial sobre a implantação da Central de Operações para Regulação Estadual (CORE/MG) e a suspensão do novo modelo de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais, que resultou na reativação integral do sistema SUSFácil.
Segundo a entidade, o posicionamento ocorre após decisões judiciais e manifestações encaminhadas por gestores municipais de saúde de diversas regiões do estado. A AMM informou que acompanha o tema com atenção e responsabilidade institucional, diante dos impactos diretos no atendimento à população e na rotina dos municípios mineiros.
Na nota, a associação reconhece a relevância de iniciativas voltadas à modernização, integração e aprimoramento da regulação do acesso à saúde pública em Minas Gerais, especialmente diante dos desafios enfrentados diariamente pelos municípios na assistência aos pacientes.
Entretanto, nas últimas semanas, a entidade afirma ter recebido diversos relatos de gestores municipais, equipes técnicas e profissionais da saúde apontando dificuldades operacionais durante a fase inicial de implantação da CORE/MG.
Entre os principais problemas apresentados estão instabilidades no sistema, dúvidas relacionadas aos fluxos regulatórios, dificuldades de suporte técnico, impactos no transporte de pacientes, operacionalização de vagas zero e preocupações envolvendo transferências para unidades fora das referências regionais.
Diante desse cenário, a AMM informou que encaminhou ofícios à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) e ao Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-Saúde/MPMG), solicitando esclarecimentos, informações atualizadas e acompanhamento institucional sobre as medidas adotadas no novo modelo de regulação.
O presidente da AMM e prefeito de Iguatama, Lucas Vieira, destacou que qualquer mudança estrutural no sistema de saúde precisa ocorrer de forma planejada e segura.
“A AMM reconhece a importância da modernização dos sistemas de regulação da saúde em Minas Gerais, mas entende que qualquer mudança dessa magnitude precisa ocorrer com planejamento, diálogo e segurança operacional para não comprometer o atendimento à população. Os relatos encaminhados pelos municípios demonstram a necessidade de acompanhamento permanente, suporte técnico eficiente e construção conjunta das soluções”, afirmou.
A entidade reafirmou ainda o compromisso com o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), com a defesa dos municípios mineiros e com a construção de soluções que garantam segurança assistencial, eficiência operacional, transparência e diálogo permanente entre Estado, municípios e órgãos de controle.
Por fim, a associação informou que continuará acompanhando o tema e contribuindo institucionalmente para que o processo de modernização da regulação em saúde ocorra de forma segura, planejada e alinhada às necessidades da população mineira.
Por Cassiano Aguilar
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