Estudantes que utilizam diariamente a linha de ônibus entre Mariana e o bairro Saramenha, em Ouro Preto (MG), iniciaram uma mobilização para contestar a redução dos horários do transporte coletivo operado pela empresa Transcotta Transporte e Turismo. A iniciativa inclui a elaboração de um ofício acompanhado de um abaixo-assinado, reunindo assinaturas de universitários prejudicados pela diminuição da frequência dos veículos.
O documento será encaminhado à Prefeitura de Mariana, com o objetivo de solicitar providências junto à concessionária responsável pelo serviço. Segundo os estudantes, a redução dos horários tem causado transtornos significativos, especialmente para quem depende do transporte para chegar à Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que possui unidades tanto em Mariana quanto em Ouro Preto.
Os relatos apontam aumento no intervalo entre os ônibus, o que tem provocado atrasos frequentes e dificuldades no acesso às aulas, estágios e demais atividades acadêmicas. “A situação tem impactado diretamente nossa rotina e nosso rendimento”, destacam os organizadores do movimento.
Após ser procurado pelos estudantes, o prefeito de Mariana, Juliano Duarte, orientou que a reivindicação seja formalizada por meio de ofício oficial, acompanhado do abaixo-assinado. Com o protocolo do documento, a Prefeitura poderá acionar a empresa para solicitar esclarecimentos e possíveis ajustes na operação da linha.
Uma das estudantes envolvidas na mobilização informou que já ficou responsável pela redação do ofício. O foco agora é ampliar a adesão ao abaixo-assinado, buscando fortalecer o pedido junto ao poder público.
De acordo com os usuários, antes da pandemia de Covid-19, os ônibus circulavam com intervalos de aproximadamente 30 minutos. No entanto, mesmo com o retorno das atividades presenciais e a manutenção — ou até aumento — da demanda de estudantes, os horários anteriores não teriam sido restabelecidos.
Diante disso, os estudantes pedem o apoio de todos que utilizam a linha para aderirem ao abaixo-assinado. A expectativa é que a mobilização pressione os responsáveis a regularizar os horários e garantir um serviço mais eficiente e compatível com a necessidade da comunidade acadêmica.
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